sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O caso dos dez negrinhos

Título: O caso dos dez negrinhos
Autor: Agatha Christie
Páginas: 201
Ano: 1981

"Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove. Um deles se engasgou e então ficaram nove." Um livro baseado numa cantiga infantil. Uma autora famosa por desfechos extremamente impressionantes e inesperados.

"Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito! Um deles cai no sono, e então ficaram oito." No início, eram dez desconhecidos isolados em uma ilha. Depois, personagens que realmente escondiam algo em comum: a culpa de um crime.

"Oito negrinhos vão a Devon de charrete. Um não quis mais voltar, e então ficaram sete." É com essa idéia original de seguir um poema que a autora do livro, escritora de mais de oitenta romances, prende o leitor do início ao fim.

"Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis que um deles se corta, e então ficaram seis." Epa, o final dessa canção é óbvio: os dez negrinho morrem um a um. Mas isso seria impossível numa ilha deserta! Seria uma grande coincidência... a menos que entre eles existisse um assassino. Eis aqui a melhor parte do livro: será você capaz de descobrir quem é o assassino antes que todos morram?

domingo, 19 de julho de 2009

A menina que roubava livros

Título: A menina que roubava livros
Autor: Markus Zusak
Páginas: 480
Ano: 2007

"Jesus, Maria, José!" Nunca tinha ouvido falar de um livro narrado pela Morte. Também jamais havia sido ameaçada por um narrador. "Você vai morrer." Mas tudo isso aconteceu quando comecei a ler a história de Liesel Meminger.

Liesel, filha de comunistas durante a dominação nazista, encontra a Morte três vezes entre 1939 e 1943. Os primeiros momentos de sua infância são marcados por pobreza, crueldade e tragédia. Um história triste que ela tenta abrandar com livros roubados.

Mas, seria a literatura realmente capaz de anestesiar dores reais? Uma boa história seria um abrigo seguro para uma vida ruim? Pode um livro, realmente, mudar uma vida?

Talvez esse livro tenha boas respostas às perguntas acima. Afinal, o amor à literatura é o fio condutor do romance. Os livros estão em toda a parte do confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto. Jesus, Maria, José! O que esse livro não foi capaz de fazer na minha cabeça de pano?